Eu me lembro de uma pessoa com muito carinho.
Essas pessoas que entram repentinamente em nossas vidas, chacoalham-na
e vão embora falando pouco conosco, mas um pouco que é demais. Essas pessoas
que nós vemos a cada 5 anos por ironias do destino. E foi exatamente assim que
a revi. Sentado, relaxando no degrau da escada na frente de um prédio qualquer,
ele passou por mim sorridente e já me reconheceu. Abraçamos-nos e conversamos
atualizando uns aos outros, como se fôssemos velhos amigos... Somos velhos
conhecidos, vizinhos e colegas. A saudade de um tempo que passou apareceu em
nossos olhos e nas palavras de despedida.
E foi assim. Depois de um ano voltou a falar comigo.
Conversamos sobre poesia e sobre mulheres. No final, é tudo igual. Comentou-me
de um sonho dele, dividi um meu. Incentivos por parte de ambos para os dois
sonhos. Finalmente, ele disse as palavras que até hoje levo comigo como tábuas
da Lei:
“Sinceramente, cara, um escritor que escreve só para si e
não publica é um escritor egoísta.”
Flecha certeira, palavras afiadas e mortais. Expus o medo; ele,
a coragem. Decidi seguir o caminho e aceitar o chamado.
Criei o blog que sempre me lembrará daquela noite
inesquecível.
Depois desse dia, só o vi saindo do mercado da rua que somos
vizinhos.
Há 3 anos não o vejo.
Incrível como há pessoas que mudam nossas vidas.
Matheus I. Mazzochi
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