"O estudo começou para mim aos cinco anos de idade, na Escola Primária da Igreja Anglicana de Ripley, situada em um prédio de pedra ao lado da igreja da aldeia. Do outro lado ficava o salão da vila, onde frequentei a catequese e ouvi pela primeira vez muitos dos antigos e lindos cânticos ingleses, dos quais meu favorito era 'Jesus Bids Us Shine'. De início fiquei bastante feliz por ir à escola. A maioria dos garotos que morava no parque perto de nós começou na mesma época, mas, à media que os meses passaram, e me dei conta de que aquilo levaria um tempão, comecei a me apavorar."
Eric Clapton, A Autobiografia.
Ed.: Planeta, 2007
"Quero antes o lirismo dos loucos, o lirismo dos bêbados, o lirismo difícil e pungente dos bêbados. O lirismo dos clowns de Shakespeare. - Não quero mais saber do lirismo que não é libertação." - Poética - Manuel Bandeira
sexta-feira, agosto 17
terça-feira, junho 26
Alumbramento
Eu vi os céus! Eu vi os céus!
Oh, essa angélica brancura
Sem tristes pejos e sem véus!
Nem uma nuvem de amargura
Vem a alma desassossegar.
E sinto-a bela...e sinto-a pura...
Eu vi nevar! Eu vi nevar!
Oh, cristalizações da bruma
A amortalhar, a cintilar.
Eu vi o mar! Lírios de espuma
Vinham desabrochar à flor
Da água que o vento desapruma...
Eu vi a estrela do pastor...
Vi a licorne alvinitente!...
Vi... vi o rastro do senhor!...
E vi a Via Láctea ardente...
Vi comunhões... capelas...véus...
Súbito... alucinadamente...
Vi carros triunfais... troféus...
Pérolas grandes como a lua...
Eu vi os céus! Eu vi os céus!
- Eu vi-a nua... toda nua!
Clavadel, 1913
[Estrela da Vida Inteira, Manuela Bandeira]
terça-feira, junho 19
É Necessário Estar Sempre Bêbado
"É necessário estar sempre bêbado. Tudo se reduz a isso: eis o único problema. Para não sentirdes o fardo horrível do tempo, que vos abate e vos faz pender para a terra, é preciso que vos embriagueis sem cessar. Mas - de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor. Contanto que vos embriagueis. E, se algumas vezes, nos degraus de um palácio, na verde relva de um fosso, na desolada solidão do vosso quarto, despertardes, com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que fala, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são; e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio, hão de responder: - É a hora de embriagar-se! Para não serdes os martirizados escravos do tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem tréguas! De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor."
Baudelaire (1869)
Baudelaire (1869)
sexta-feira, junho 15
Tinha que ser o Velhinho
A odisséia
começou quando ele manobrou seu caminhão laranja, também velho e vivido, para
sair e notou que não conseguiria, pois havia um carro de um funcionário
impedindo ainda mais o caminho. Da forma como ele fora estacionado, o espaço
para o caminhão passar ficara mais estreito ainda. O suficiente para o caminhão
não conseguir passar e o velhinho coçar a sua cabeça cheia de cabelos brancos.
Ele desligou o
caminhão. Abriu a porta. Saiu. Era tão pequeno que quando abriu a porta para
sair, não o via-se, viam-se suas pequeninas botas pretas tocando o chão. Quando
ele bateu a porta, tinha cerca de 1,50 cm . Ficou parado analisando o problema.
Seus lábios balbuciaram algo. Provavelmente algum comentário espirituoso sobre
a situação. Coçou a cabeça e andou até os pilares. Olhou pra cima, olhou pra
baixo, olhou pros lados. Virou-se até o carro e voltou a olhar para os pilares.
Ficou parado se perguntando o que poderia fazer. Decidiu tomar uma atitude: foi
até o carro, parou do lado dele e deu passos bem largos até o pilar da direita.
Eram duas passadas e mais um meio pé dele. O velhinho já era pequeno, que dirá
suas passadas! Voltou a coçar a cabeça e a resmungar. Olhou pro caminhão e pro
espaço estreito. Seus olhos eram de quem não sabia o que fazer.
Encostado no
caminhão laranja, de braços cruzados, pensou e pensou. Pensou tanto que parecia
que nunca havia pensado na vida. Parecia que fazia algo novo. Deu um tapa na
sua coxa e foi até a portaria falar com alguém. Explicou a situação. Mostrou o
seu tempo. Precisava sair dali o quanto antes. A portaria pediu para um dos
seguranças acompanharem-no. O velhinho não pareceu satisfeito. Não era isso!
O segurança
foi até a cena da ópera e perguntou qual era o problema. O velhinho mostrou de
braços abertos como se abraçasse o ar o que estava acontecendo (Como se fosse
óbvio, apesar de ser!). O segurança perguntou se ele não conseguiria passar por
ali. O velhinho negou. O segurança insistiu. O velhinho, numa tentativa empírica,
demonstrou com suas passadas pequenas que não havia espaço. O segurança
concordou. Os dois voltaram à portaria. O porteiro, o segurança e o velhinho,
voltaram à cena...
O velhinho,
junto com o segurança, explicou o que estava acontecendo. O porteiro perguntou se
ele não conseguiria passar. O velhinho, não acreditando, decidiu mostrar as
passadas novamente. O porteiro concordou. Ele também perguntou de quem era
aquele carro. O velhinho negou com a cabeça. Não sabia. O segurança pegou seu rádio
e mandou chamar alguém. Pediram para o pequeno senhor esperar, pois iriam fazer
algo. Ele disse que tinha um tempo a seguir e os outros dois nada falaram. Deixaram-no
ali esperando.
O pobre
velhinho continuava preocupado com o seu caminhão atravancando o caminho. Em um
gesto de esperança, desespero ou dúvida, talvez, ele voltou a contar os passos
e a comparar com o tamanho do caminhão. Eis que para melhorar a história, surge
uma van. O velhinho dá sinal para voltarem, mas não o obedecem. Param a van atrás
do carro e no caminho da saída e dizem para ele tirar o caminhão dali. O
velhinho explica a situação. Os motoristas saem dela se rindo e falam que
deixarão a van estacionada ali. Ele chega a avisar que já está chegando o dono
do carro. Os motoristas se riem e falam para o velhinho ficar calmo que eles
serão rápidos. Quando saem cada um para fazerem a entrega, escutam-se suas
risadas e seus comentários ridicularizando o velho. Ele coça a cabeça e
suspira.
O segurança e
o porteiro chamaram o motorista do carro que estava na frente da van,
explicaram a situação e o motorista reclamou dizendo que o velho que era o
chato. O segurança e o porteiro concordaram. Chegando lá fora, cumprimentam o
velhinho e o motorista abre a porta do carro. O velhinho pede desculpas pelo
transtorno e avisa que de nada adianta agora, pois os motoristas da van a
estacionaram do outro lado da saída. O carro do motorista ficava entre a van e
o caminhão. O motorista irritou-se e disse que esperaria pouco tempo, pois é um
homem ocupado. O porteiro sumira e o segurança ficara olhando a cena quieto. O
velhinho foi até o porteiro pedir para ele ajuda-lo a procurar os motoristas da
van e este só disse que teriam que esperar. O velhinho coçou sua cabeça e
voltou para seu caminhão velho.
Seu chefe
ligou. Ele atendeu o celular e explicou o que estava acontecendo. Foi xingado
pelo patrão e as pessoas que ficaram ao redor olhando, começavam a rir da
situação e a falar quão enrolada ela era. Cada um dava seu palpite, sua análise,
seu parecer e explicava, resumidamente, para quem chegava atrasado, o que
estava acontecendo.
Eis que os
motoristas chegaram. Entraram na van e tiraram-na. O motorista ocupado do carro
entrou e fez o mesmo. O velhinho imitou, ligou o motor velho. Barulho, fumaça e
desânimo pairaram no ar. Ele manobrou com calma. Girou o volante pra cá e pra lá.
A roda fazia o mesmo. De fato, o lugar era muito estreito e o carro
atrapalhara. Foi indo aos poucos, lentamente. Quando estava quase na saída, uma
das placas de entulho que ele levava atrás do caminhão prendera no último
pilar. Bateu um pouco e tirou um pequeno pedaço dele. Todos que assistiam gritaram
rindo-se para o velhinho parar. Ele desligou o motor, saiu do caminhão, olhou
pra cena, colocou as mãos na cabeça e suspirou.
No meio das
risadas, o segurança falou a alguém:
- Ta vendo...(bufou)...Óbvio
que tinha que ser o velhinho.
Matheus I. Mazzochi
sexta-feira, maio 18
Todos os Homens são Iguais por Trás de uma Mulher
Uma morena de 1,75 metros caminha pelas ruas da Independência independentemente.
Bonita, segura, sensual, ela vaga adiante com seus sonhos e com seus desejos ocultos à espera de alguém para realizá-los ou de uma oportunidade para tal. Afinal, ela é independente.
Atravessando a rua, passa por um empresário que saía de sua pausa para o almoço e por um papeleiro ajeitando o papelão catado, para colocar de maneira uniforme em sua carroça.
Ela passa por entre os dois.
Os dois olham para trás e o papeleiro deixa escapar:
- Jésus...
O empresário sorri e olha para o papeleiro. Na troca de olhar, os dois homens pensaram na mesma coisa, riram da mesma coisa e notaram que são a mesma coisa.
Todos os homens são iguais por trás de uma mulher.
Matheus I. Mazzochi
segunda-feira, maio 7
Faça um Sorriso Quanto fores Tirar uma Foto
Faça um sorriso quando fores tirar uma foto. Ele ficará lá pela eternidade.
Quando vemos uma fotografia, sentimos nostalgia.
Algumas delas nos trazem lembranças boas; outras, não tão boas assim.
Ao olhar para uma foto, estamos olhando para o passado. O nosso passado. O passado de nossa vida.
Naquela imagem de tanto por tanto, estamos vendo, por outro ângulo, que vivemos num determinado momento congelado e registrado para todo o sempre.
A foto é uma máquina do tempo.
Quando olho para meus olhos jovens, vejo-me a mim mesmo do passado.
Quando olho para a máquina de tirar fotos, vejo-me a mim mesmo do futuro.
Por isso, faça um sorriso quando fores tirar uma foto. Encare a lente da câmera e imagine estar olhando para o futuro. (Pois estará). Olhe para aquela máquina e foque bem o olhar. Imagine que ela tenha uma alma e tente enxergá-la.
Faça um sorriso.
Não, um sorriso de verdade.
Isso!
Muito bem! Agora olha pra cá!
Que lindo sorriso!
Pronto...ficou registrado.
Daqui há uns anos, quando olhares para essa foto, verás um jovem sorridente te olhando nos olhos. Parece estar dizendo "Eu estou feliz!".
Lembremos de como éramos felizes? Lembremos de sermos felizes.
Por isso, faça um belo sorriso quando fores tirar uma foto. Estarás dizendo pra ti mesmo, daqui uns anos, o quão feliz foste.
Sorria para o Futuro e veja quão feliz foi teu Passado.
Matheus I. Mazzochi
Quando vemos uma fotografia, sentimos nostalgia.
Algumas delas nos trazem lembranças boas; outras, não tão boas assim.
Ao olhar para uma foto, estamos olhando para o passado. O nosso passado. O passado de nossa vida.
Naquela imagem de tanto por tanto, estamos vendo, por outro ângulo, que vivemos num determinado momento congelado e registrado para todo o sempre.
A foto é uma máquina do tempo.
Quando olho para meus olhos jovens, vejo-me a mim mesmo do passado.
Quando olho para a máquina de tirar fotos, vejo-me a mim mesmo do futuro.
Por isso, faça um sorriso quando fores tirar uma foto. Encare a lente da câmera e imagine estar olhando para o futuro. (Pois estará). Olhe para aquela máquina e foque bem o olhar. Imagine que ela tenha uma alma e tente enxergá-la.
Faça um sorriso.
Não, um sorriso de verdade.
Isso!
Muito bem! Agora olha pra cá!
Que lindo sorriso!
Pronto...ficou registrado.
Daqui há uns anos, quando olhares para essa foto, verás um jovem sorridente te olhando nos olhos. Parece estar dizendo "Eu estou feliz!".
Lembremos de como éramos felizes? Lembremos de sermos felizes.
Por isso, faça um belo sorriso quando fores tirar uma foto. Estarás dizendo pra ti mesmo, daqui uns anos, o quão feliz foste.
Sorria para o Futuro e veja quão feliz foi teu Passado.
Matheus I. Mazzochi
sexta-feira, maio 4
O Casamento é Duro
O casamento é duro.
O casamento é duro demais.
O casamento é tão duro, que o Nelson Mandela pediu o divórcio.
O Nelson Mandela passou 27 anos em uma prisão sul africana, foi espancado e torturado todos os dias durante 27 anos, e aguentou isso sem nenhum problema. Obrigado a fazer trabalhos forçados debaixo do calor africano de 38º graus durante 27 anos, e aguentou numa boa.
Ele saiu da prisão depois de 27 anos de tortura, passou seis meses com a sua mulher e disse: 'Eu não aguento mais isso!'"
Chris Rock
O casamento é duro demais.
O casamento é tão duro, que o Nelson Mandela pediu o divórcio.
O Nelson Mandela passou 27 anos em uma prisão sul africana, foi espancado e torturado todos os dias durante 27 anos, e aguentou isso sem nenhum problema. Obrigado a fazer trabalhos forçados debaixo do calor africano de 38º graus durante 27 anos, e aguentou numa boa.
Ele saiu da prisão depois de 27 anos de tortura, passou seis meses com a sua mulher e disse: 'Eu não aguento mais isso!'"
Chris Rock
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